| 13 de janeiro de 2026 | 11h09
O Chile, maior produtor mundial de cobre, pode superar duas décadas de produção estagnada cortando burocracia e flexibilizando a regulamentação sob o novo governo, de acordo com o grupo setorial de mineração do país.

O presidente da Sonami, Jorge Riesco, disse na terça-feira que concorda com comentários recentes da equipe do presidente eleito José Antonio Kast de que a produção mineral pode aumentar de 10% a 20% no próximo ano ou dois. As projeções de Kast seguiram consultas com a Sonami, afirmou Riesco.
Remover restrições aos investimentos como parte de uma agenda pró-crescimento pode desbloquear bilhões de dólares em expansões de minas que, juntas, teriam um impacto considerável na produção, disse Riesco a jornalistas em Santiago na terça-feira. A produção anual, que caiu para 5,4 milhões de toneladas métricas no ano passado, deve atingir 5,5 milhões a 5,7 milhões este ano, segundo a Sonami. Preços altos também podem liberar mais oferta, disse a associação.
Levar a produção chilena para perto de 6 milhões de toneladas por ano seria bem-vindo por um mercado global apertado, onde os preços do cobre dispararam para um recorde acima de US$ 6 por libra. Analistas alertaram para um aperto iminente da oferta, já que os produtores lutam para expandir a produção justamente quando a demanda aumenta devido à inteligência artificial e aos maiores gastos com defesa.
A experiência do Chile reflete os desafios enfrentados pela indústria global de mineração. O desenvolvimento de grandes depósitos, como Escondida, consolidou a posição do país como o principal produtor mundial. Mas a produção agora está basicamente alinhada com os níveis de duas décadas atrás, à medida que os teores de minério declinam e os projetos se tornam mais complexos e caros.

Ainda assim, a Sonami prevê que os preços do cobre terão uma média de cerca de US$ 4,50 por libra este ano — bem abaixo dos níveis atuais —, à medida que algumas das interrupções que ajudaram a impulsionar a alta diminuem. Espera-se que o investimento em mineração no Chile totalize US$ 26,8 bilhões entre 2025 e 2029, mesmo com os gastos deste ano devendo cair cerca de 20%.
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