Segundo a SMM, a taxa global de operação das empresas de chapas/tiras e tiras de cobre em dezembro de 2025 foi de 68,21%, recuando 0,17 pontos percentuais em relação ao mês anterior e caindo 6,09 pontos percentuais na comparação anual. O ritmo de produção do setor não atendeu às expectativas de final de ano. Entre elas, a taxa de operação das grandes empresas foi de 76,95%, a das médias empresas foi de 54,21% e a das pequenas empresas foi de 59,02%.

O setor normalmente entra numa fase tradicional de aceleração da produção e expansão de volume no final do ano, mas o progresso produtivo real foi limitado por múltiplos fatores, sendo a alta acentuada e rápida dos preços do cobre o principal motor. Dados da SMM mostraram que o preço médio spot do cobre em dezembro de 2025 atingiu 93.236 yuans por tonelada, alta de 6.734 yuans/t em relação ao mês anterior, um aumento de 7,7%. Nesse contexto, a capacidade dos usuários finais a jusante de absorver matérias-primas de alto preço foi severamente insuficiente, levando a uma contração significativa nos volumes de pedidos, o que impactou diretamente os cronogramas de produção das empresas de chapas/tiras e tiras de cobre. Ao mesmo tempo, os preços elevados do cobre aumentaram substancialmente os custos de aquisição de matérias-primas e as taxas de ocupação de capital das empresas. Sob as duplas restrições de demanda a jusante em retração e pressão financeira, tanto a vontade quanto a capacidade das empresas de chapas/tiras e tiras de cobre de acelerar a produção e expandir volumes no final do ano declinaram significativamente, resultando finalmente num desempenho fraco na taxa de operação do setor.
Do ponto de vista da estrutura de produtos, a análise da demanda revelou uma divergência clara: a procura por tiras de cobre liga manteve-se relativamente estável, apoiada principalmente pelas necessidades rígidas de aquisição em setores a jusante como equipamentos de alta tecnologia e semicondutores. Em contraste, os pedidos de tiras de cobre e tiras de latão recuaram em graus variados, sendo a contração de encomendas relativamente mais pronunciada em setores de uso final como eletrodomésticos de baixa tensão, tiras de blindagem, energia fotovoltaica e ferragens decorativas.
Em termos de desempenho de estoques, os dias de estoque de produtos acabados das empresas de chapas/tiras e tiras de cobre subiram para 5,95 dias em dezembro, um aumento de 0,42 dias em relação ao mês anterior, refletindo uma desaceleração na velocidade de redução de estoques devido à contração de pedidos a jusante. No contexto de preços elevados do cobre, as empresas adotaram estratégias de aquisição de matérias-primas mais cautelosas devido à necessidade de controle de capital, levando os dias de estoque de matérias-primas a recuar para 4,25 dias, uma diminuição de 0,28 dias na comparação mensal.
No início de janeiro, os preços do cobre continuaram a bater recordes históricos, levando a capacidade de absorção do mercado final ao seu limite. Algumas empresas a jusante até planejaram antecipar as férias do Ano Novo Chinês, com o setor como um todo adotando uma postura de "marcar passo". Nesse contexto, as pressões operacionais sobre as empresas de chapas, placas e tiras de cobre aumentaram drasticamente. Por um lado, os altos preços do cobre continuaram a suprimir a liberação de novos pedidos, com volumes de encomendas caindo significativamente no início do mês. Somado à ausência de planos de aumento de produção para o mês, as expectativas de cronograma de produção das empresas diminuíram correspondentemente. Por outro lado, ajustes nas políticas relacionadas ao cobre secundário resultaram em desafios duplos para as empresas produtoras de tiras de bronze estanho-fósforo: dificuldade na aquisição de matéria-prima e aumento substancial de custos, levando-as a já começarem a reduzir os volumes de produção. Além disso, algumas empresas planejaram manutenções de equipamentos no final do ano, o que também impactou a produção real de janeiro em certa medida. A SMM prevê que a taxa de utilização da capacidade no setor de chapas, placas e tiras de cobre continue recuando para 67,2% em janeiro.



